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Ter ou Ser.

  • Foto do escritor: Eduardo Machado Homem
    Eduardo Machado Homem
  • 9 de fev. de 2021
  • 2 min de leitura

Esse é o título de um livro escrito por Erich Fromm que trata deste tema de uma forma muito mais profunda do que eu me desafiaria a fazer. Eu sugiro a leitura caso pretenda entender esse dilema verdadeiramente.

A minha geração deve ser a última que foi criada com valores baseados em “ter” e “parecer”, e menos em “ser”. Felizmente, abandonei esses valores há bastante tempo e busco valores humanos, ambientais e sociais mais virtuosos.

Uma filosofia de vida baseada no "Ter" estabelece uma conexão com as coisas e a sua posse. Quando se assume uma estratégia de vida preocupada mais em "Ser", a conexão será com as pessoas.

O apelo do acesso ao fast-food, à roupa da moda (fast fashion), à satisfação instantânea de desejos e da busca material de relevância e destaque social está fortemente ligado ao modo de vida definido por "Ter". Essa filosofia de vida está, claramente, decaindo na preferência das novas gerações.

As novas gerações já perceberam que estamos usando o planeta de uma forma exagerada e descontrolada. Por isso, desejam direcionar seu consumo pela possibilidade de reciclagem ou reuso dos materiais adquiridos, pela certeza do uso constante e não transitório do bem comprado, pelo acesso ao serviço e ao benefício oferecido e não pelo produto em si e sua posse.

Para as novas gerações, a pegada ambiental e social, ou seja, o impacto ambiental e social do processo de produção do produto ou do processo de disponibilização do serviço são mais importantes. Ter a sensação de que se está prejudicando o meio ambiente ou a sociedade ao usar um bem ou serviço passou a ser um limitador importante do consumo. A segurança do trabalho faz parte disso.

A gestão de segurança do trabalho para cuidar de pessoas deve assumir esta tendência como um fato estabelecido. Pessoas são insubstituíveis e a nova geração percebe muito facilmente quando o discurso não corresponde aos fatos e às ações.

Não é possível dizer que a vida vem em primeiro lugar e chamar pessoas de "ativos". Se na empresa em que você trabalha há fatalidades e acidentes graves, a vida não é um valor. Tornar a vida um valor inegociável para os líderes é uma tarefa diária, não um objetivo a ser alcançado.

Desenvolver líderes para que eles tomem decisões baseadas na vida como um valor é difícil e não é simples, pois envolvem relações de perdas e ganhos importantes para o resultado da empresa. Não ignore isso.

Você pode falar da importância do empregado para a família, de humanização, de cuidado ativo e outras coisas lindas, mas se tudo isto não estiver amparado e fundamentado por gestão, ação efetiva, compromisso verdadeiro e resultados práticos e tangíveis, você está preocupado em “parecer”, não em “ser”.

Você precisa “ser” aquilo que fala! E “ser” significa agir.

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