Transformar a zona de conforto em um novo comportamento.
- 25 de ago. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 8 de out. de 2020
É um uma ação muito natural das pessoas se acomodarem quando encontram uma posição confortável e de baixo custo energético.
Quem já se sentou ou se deitou em um sofá na frente da televisão sabe o que é isso. Levantar-se para fazer qualquer coisa que não seja vital para a sobrevivência é muito difícil.
Imagine um gestor que faz tudo como sempre foi feito e dentro da sua esfera de conhecimento. Desenvolver qualquer habilidade acessória para acrescentar mais uma função ao seu cargo é algo bastante desafiador, qualquer que seja o tema envolvido: segurança. meio ambiente, qualidade, produtividade, custos etc. O gestor precisa gastar uma energia extra para aprender, depois para treinar e, finalmente, para inserir a nova habilidade aprendida na própria rotina.
Ficar na zona de conforto é a regra.
Sair dela é exceção.
Existem aquelas pessoas que sairão da sua zona de conforto pelo simples desafio de se superar, mas elas são raras. A maioria tentará permanecer do jeito que está. Para que elas se motivem a sair da zona de conforto gastando uma energia extra, precisarão de um estímulo externo.
É desse estímulo externo que eu gostaria tratar.
Da mesma forma que a natureza consegue transpor as barreiras impostas pela humanidade, nós conseguimos forçar a natureza para um caminho diferente daquele que seria esperado caso nossa interferência não ocorresse.
O Simbolismo entre a natureza e o desenvolvimento humano.
Não há uma relação direta das estratégias de crescimento das plantas e árvores com o desenvolvimento humano, logo não pretendo estabelecer uma correlação objetiva e científica entre as duas coisas.
O que me importa é o simbolismo que podemos estabelecer e como isso pode nos ajudar a intensificar a forma como ocorre o aprendizado das pessoas.

Você já deve ter visto uma planta, ou mesmo o mato, crescer sob um chão de concreto e romper sua estrutura rígida e resistente em busca da luz solar e do ar.

Por outro lado, nós conseguimos mudar o curso de crescimento de uma árvore amarrando direcionadores no seu tronco para orientar seu crescimento natural e dar formas artificiais aos troncos.

Outra maneira de mudar a rota de desenvolvimento da planta ou árvore é impedir que a luz chegue por todos os lados e manter a iluminação natural apenas em um lado da planta ou árvore. O crescimento da planta ocorrerá no sentido de buscar a luz solar.

Mais uma propriedade muito interessante é que a natureza força o crescimento das plantas para cima.
O simbolismo nisso tudo está na necessidade da nossa interferência direta e constante se desejamos que a natureza siga um curso diferente.
A barreira da zona de conforto em direção ao novo comportamento.
Como dito anteriormente, é da natureza do ser humano se acomodar e manter-se em uma zona de conforto. São raras as pessoas que, sozinhas, se impulsionam num sentido diferente da comodidade e do conforto.
Não seja injusto em pensar que é uma questão de caráter, falta de vontade ou ausência de iniciativa, pois essa característica está gravada em nosso DNA. No passado, garantiu a sobrevivência de nossos antepassados quando encontravam um local que poderia propiciar água e alimento em abundância. Hoje, em uma época que encontrar alimento e água não é um problema, tendemos a nos manter na situação em que nos encontramos.
E isso se aplica, igualmente ou com mais intensidade, nos nossos relacionamentos, na vida profissional e nas situações do cotidiano.
Para o Valor à Vida transformar um hábito...
Em resumo, sua operação e seus líderes, dificilmente, irão se mover de uma cultura de segurança imatura para um nível mais elevado de gestão simplesmente porque eles devem ter a vida como um valor ou porque cuidar de pessoas é o seu propósito.
O novo comportamento na direção do cuidado ativo precisa ser aprendido de forma ativa e forçada. Não tenha o pré-conceito de achar que forçando o cuidado ativo você está sugerindo que as pessoas se comportem de maneira falsa ou cínica. Esse não é o ponto central.
Não é sobre ser honesto ou não. É sobre aprender um novo hábito.
O ponto central é que antes do novo comportamento se tornar um valor organizacional, ele precisa ser pessoal, ou seja, cada indivíduo dentro da organização precisa ter o comportamento instilado como valor.
Antes do valor pessoal ser instilado, o comportamento deve se tornar um hábito.
Para se tornar um hábito, o comportamento deve ser aprendido.
Finalmente, para o comportamento ser aprendido, ele deve ser visto, ensinado e imitado. Essa é uma forma elegante de dizer que o comportamento precisa ser exigido e forçado.
As equipes serão como as plantas que forçam o concreto em busca da luz solar.
Você, com seu conhecimento e orientação, será a luz solar das equipes.
Através da vigilância constante na área operacional, você se tornará as amarras do direcionador que torce o tronco do comportamento das pessoas.
Que desafio!
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